quinta-feira, 19 de abril de 2012

MW3 BLACKOUT 4.20.12

sábado, 28 de janeiro de 2012

Dica de leitura!

  Companhia das letras


Dicas!

Os Gêmeos
Crônicas de Salicanda - Livro I
Pauline Alphen | 368 pág. | Lançamento: 20 de janeiro | Comprar

Sinopse:
Claris e Jad são irmãos gêmeos tão inversos quanto idênticos. Compartilham sentimentos e pensamentos, mas enquanto Jad tem um coração frágil e sofre de enxaquecas terríveis, condições que lhe impedem de passar muito tempo ao ar livre, Claris é uma garota cheia de vida, destemida, que sonha em viver grandes aventuras. Aventuras como as que lê na Torre dos Livros, onde seu melancólico pai vive enfurnado desde o sumiço da mulher; aventuras como aquelas que a mãe lia para ela; aventuras como as que Jad, com seus problemas de saúde, não pode experimentar. 

Eles vivem em uma aldeia chamada Salicanda, em um castelo cravado num vale isolado por uma cadeia de montanhas e encharcado por uma chuva fina e incessante, com o pai, Eben; um preceptor, Blaise; e a ama, Chandra. A mãe, Sierra, desapareceu em uma noite de temporal, no dia em que os gêmeos completavam três anos, deixando a família despedaçada e muitas perguntas no ar.
Claris, que divide o tempo entre os livros, as aulas de esgrima e as cavalgadas na floresta, anda obcecada com a ideia de que as aventuras são sempre protagonizadas por meninos - o que ela acha extremamente irritante. Mas está enganada, pois vai viver uma aventura e tanto ao lado do irmão. À procura de respostas para os mistérios que envolvem o sumiço da mãe, a história de Salicanda e os dons sobrenaturais que parecem ter herdado de Sierra, os gêmeos vão ultrapassar as fronteiras do castelo onde vivem e também do seu mundo: aquele da infância dos dois, o de um passado que eles desconhecem.



Não tão lançamento assim, mas vale destaque, confiram 1984.

1984
George Orwell | 416 pág.

Sinopse:
Winston, herói de 1984, último romance de George Orwell, vive aprisionado na engrenagem totalitária de uma sociedade completamente dominada pelo Estado, onde tudo é feito coletivamente, mas cada qual vive sozinho. Ninguém escapa à vigilância do Grande Irmão, a mais famosa personificação literária de um poder cínico e cruel ao infinito, além de vazio de sentido histórico. De fato, a ideologia do Partido dominante em Oceânia não visa nada de coisa alguma para ninguém, no presente ou no futuro. O'Brien, hierarca do Partido, é quem explica a Winston que "só nos interessa o poder em si. Nem riqueza, nem luxo, nem vida longa, nem felicidade: só o poder pelo poder, poder puro".
Quando foi publicada em 1949, poucos meses antes da morte do autor, essa assustadora distopia datada de forma arbitrária num futuro perigosamente próximo logo experimentaria um imenso sucesso de público. Seus principais ingredientes - um homem sozinho desafiando uma tremenda ditadura; sexo furtivo e libertador; horrores letais - atraíram leitores de todas as idades, à esquerda e à direita do espectro político, com maior ou menor grau de instrução. À parte isso, a escrita translúcida de George Orwell, os personagens fortes, traçados a carvão por um vigoroso desenhista de personalidades, a trama seca e crua e o tom de sátira sombria garantiram a entrada precoce de 1984 no restrito panteão dos grandes clássicos modernos. 
Algumas das ideias centrais do livro dão muito o que pensar até hoje, como a contraditória Novafala imposta pelo Partido para renomear as coisas, as instituições e o próprio mundo, manipulando ao infinito a realidade. Afinal, quem não conhece hoje em dia "ministérios da defesa" dedicados a promover ataques bélicos a outros países, da mesma forma que, no livro de Orwell, o "Ministério do Amor" é o local onde Winston será submetido às mais bárbaras torturas nas mãos de seu suposto amigo O'Brien.
Muitos leram 1984 como uma crítica devastadora aos belicosos totalitarismos nazifascistas da Europa, de cujos terríveis crimes o mundo ainda tentava se recuperar quando o livro veio a lume. Nos Estados Unidos, foi visto como uma fantasia de horror quase cômico voltada contra o comunismo da hoje extinta União Soviética, então sob o comando de Stálin e seu Partido único e inquestionável. No entanto, superando todas as conjunturas históricas - e até mesmo a data futurista do título -, a obra magistral de George Orwell ainda se impõe como uma poderosa reflexão ficcional sobre os excessos delirantes, mas perfeitamente possíveis, de qualquer forma de poder incontestado, seja onde for.

"O maior escritor do século XX." - Observer
"Obra-prima terminal de Orwell, 1984 é uma leitura absorvente e indispensável para a compreensão da história moderna." - Timothy Garton Ash, New York Review of Books
" A obra mais sólida e mais impressionante de Orwell." - V. S. Pritchett
 
Fonte: www.falandodelivros.com (Dandara)

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Assassin's Creed

A História por trás de Assassin's Creed





A série Assassin's Creed produzida pela Ubisoft e lançada em 2007, introduziu ao mundo dos videogames uma trama que envolvia ficção, fantasia e fatos históricos, em torno de uma disputa entre o Ordem dos Assassinos ou Credo dos Assassinos e a Ordem dos Cavaleiros Templários, pelo domínio de artefatos místicos, chamados de Pedaços do Éden.


Simbolo da Ordem dos Assassinos

"Trabalhamos na Escuridão para servir a Luz. Nós somos Assassinos"

"Nada é verdade. Tudo é permitido"


A Ubisoft baseada em outra série famosa, Prince of Persia, se valeu da ideia de juntar os movimentos baseados no parkour, vistos em Prince of Persia, com movimentos de luta de assassinos profissionais. Diferente da outra série onde os movimentos são bem mais ousados e até mesmo surreais, em Assassin's Creed eles são mais condizentes com a realidade embora exista lá os seus exageros, mas jogo é jogo. E somando-se a isso, o contexto histórico onde a trama se baseia. Nesse caso, a proposta deste texto é comparar e falar acerca de alguns fatos históricos e personagens históricas ao longo dos três principais jogos da série, já que a mesma conta com jogos derivados do ramo principal, algumas histórias em quadrinhos (comic books), dois livro, duas animações e um filme curta-metragem.


Aviso: Os fatos, personagens e datas aqui mencionados revelarão spoilers do enredo dos jogos, se você tem interesse de jogá-los, e não quer saber da história, não prossiga.

Introdução:

A história inicia-se no ano de 2012, onde o protagonista, Desmond Miles, um bartender do bar L'Horizon em Paris, fora sequestrado por uma poderosa e influente multinacional, chamada Abstergo Industries. A Abstergo possui vários laboratórios, empresas, e outros investimentos principalmente nas áreas de tecnologia, biotecnologia em pesquisa e desenvolvimento tecnológicos. Assim, sua maior criação fora o sistema chamado Animus.



Basicamente o Animus consiste numa tecnologia que consegue projetar ao usuário a oportunidade de vivenciar a memória de seus ancestrais através da realidade virtual, sendo esta memória acessada através do DNA, o qual de alguma forma preserva as lembranças através da linhagem sanguínea. Embora eu não saiba explicar como isso se proceda, mas de qualquer forma, Desmond Miles, é induzido a reviver as lembranças de um antepassado árabe, chamado Altaïr Ibn La-Ahad (Filho de Ninguém).

Desmond (centro) numa sessão no Animus

Assassin's Creed (1191)

Retornando as memórias de Altaïr, Desmond retorna para a Idade Média, no ano de 1191 na Terra Santa, em meio ao período da Terceira Cruzada. Na história, Altaïr é incumbido pelo Mentor (designação do líder da Ordem dos Assassinos) de assassinar nove alvos, a fim de descobrir informações sobre a localização de um dos Pedaços do Éden, o artefato chamado Maçã do Éden, antes que os Templários conseguissem por suas mãos neste. Em sua busca pelos alvos, Altaïr viajará pela Terra Santa, desde a fortaleza de Masyaf, a cidade portuária de Acre, a Sagrada Cidade de Jerusalém e a capital da Síria, Damasco. Na história entre as personagens históricas retratadas estão o rei da Inglaterra, Ricardo, Coração de Leão e o sultão Saladino.

Altaïr Ibn La-Ahad
Contexto histórico:


As Cruzadas se iniciaram no ano de 1096 por decreto do papa Urbino II, sob as alegações de combater os infiéis (assim como se referiam aos muçulmanos), de se retomar a cidade de Jerusalém e a Terra Santa as quais estavam em posse dos judeus e dos muçulmanos, impedir que os árabes avançassem pela Europa, e que mais pessoas fossem convertidas ao islamismo. O papa recorreu a ajuda de vários nobres e senhores feudais da Europa, para que unidos partissem em marcha por este nobre ideal. Em meio a tais alegações, a Igreja prometia a aqueles que lutassem na Cruzada o perdão por todos os seus pecados, e a garantia de salvação, já que os mesmos estariam lutando em nome de Deus. A primeira Cruzada durou de 1096-1099, sendo considerada uma das mais bem sucedidas ou a mais bem sucedida, já que as de mais fracassaram em muitos pontos. Além destes motivos sugeridos, as Cruzadas também se constituíram sob interesses econômicos, políticos, sociais e até pessoais. A conversão de novos cristãos e a conquista do Império Bizantino e outros territórios sob o domínio dos árabes também fora cogitado ao longo das oito Cruzadas empreendidas entre os séculos XI ao XIII.


A Primeira Cruzada ou Cruzada dos Barões fora comandada pelos nobres Adhemar de Monteil, Hugo de Vermandois, Godofredo de Bouillon, Boemundo da Sicilia, Roberto II e Raimond de Saint-Gilles. Os cruzados passaram por Constantinopla em 1096, libertaram algumas cidades que estavam sob o domínio árabe na Ásia Menor (atualmente Turquia) e adentraram a Terra Santa, realizando batalhas entre 1098 e 1099, sendo que em 1099 Godofredo de Bouillon conseguira libertar a cidade de Jerusalém.


Fora durante a Primeira Cruzada que fora criada a Ordem de Malta ou Ordem dos Hospitalários (oficialmente Ordem Soberana e Militar Hospitalária de São João de Jerusalém, de Rodes e de Malta) incumbida de proteger e ajudar os cristãos e as forças dos cruzados pela Terra Santa e posteriormente em outros lugares. O nome hospitalário deu origem a palavra hospital, sendo associado como um lugar onde se tratavam os feridos das batalhas.


Bandeira da Ordem de Malta ou Ordem dos Hospitalários


Após a Primeira Cruzada fora criada em 1118 a Ordem dos Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão, conhecida também como Ordem do Templo ou mais como Ordem dos Templários. Originalmente a ordem tinha como obrigação, proteger e garantir a segurança dos cristãos que realizavam peregrinações a Jerusalém após 1096, quando os cruzados a reconquistaram dos muçulmanos, e também garantir a ordem e a paz na cidade e suas redondezas. Posteriormente os templários voltaram para a Europa e se espalharam por vários reinos, em seu retorno, voltaram ricos, devido as saques e pilhagens feitos, indo em contradição com a tendência de serem "pobres cavaleiros". A ordem oficialmente durou por quase duzentos anos, sendo extinguida oficialmente no ano de 1312. No século XIV os templários não eram apenas um grupo rico, mas com muita influência politica, religiosa e social, isso atiçou a inveja de alguns como fora o caso do rei de França, Filipe IV, o Belo. Posteriormente o papa Clemente VII acusou os templários pelos crimes de heresia, usura, sodomia, adoração ao Diabo, etc. Assim numa sexta-feira 13 de 1307, os cavaleiros templários começaram a serem perseguidos, presos e assassinados. Na série Assassin's Creed, diz que os templários não foram totalmente extintos, alguns de seus membros fugiram e se esconderam, se ocultando da História, agindo pelas sombras.


Cruz da Ordem dos Templários


A Segunda Cruzada (1147-1149) se dera principalmente em resposta ao fato de que os árabes haviam atacado e conquistado a cidade de Edessa em 1144. São Bernardo persuadiu o papa Eugênio III a decretar uma nova cruzada, e assim este o fizera. A Segunda Cruzada contou com a liderança do rei francês Luís VII e o imperador Conrado III do Sacro Império Romano-Germânico. A Cruzada conseguiu chegar até a Ásia Menor e a Terra Santa, mas acabou fracassando. Damasco não fora conquistada e Edessa o objetivo inicial nem ao menos fora tentado. Os cruzados abandonaram a batalha antes de tentarem reconquistar Edessa.


Saladino
Anos depois em 1189 fora decretada pelo papa Gregório VII a Terceira Cruzada (1189-1192). O motivo principal fora o fato de que em 1187, até então Jerusalém ainda se encontrava sob o domínio da Igreja e dos cristãos, mas neste ano o influente e poderoso sultão do Egito e da Síria, Saladino (1138-1193), derrotou as forças cristãs de Jerusalém e a reconquistou para o domínio muçulmano. Saladino há quase vinte anos vinha travando batalhas contra os Estados Latinos no Oriente Médio, tais estados haviam sido fundados durante a Primeira Cruzada, porém Saladino não aceitava que os cruzados continuassem massacrando os muçulmanos, usurpando suas terras e riquezas. Assim ele empreendeu uma série de confrontos contra os cruzados, algo que ficou conhecido como Jihad (Guerra Santa), nesse caso, Saladino tomou emprestado a ideia da Jihad do profeta Maomé, e pôs em prática contra os cruzados.


Em resposta aos ataques dos exércitos de Saladino e a tomada de Jerusalém, fora decretada a Terceira Cruzada a qual também ficou conhecida como a Cruzada dos Reis, devido ao fato de que os três mais poderosos reis da Europa na época decidiram seguir para a Terra Santa e confrontar Saladino. Assim, seguiram, o rei da Inglaterra Ricardo, Coração de Leão (1157-1199), o rei de França Filipe Augusto (1165-1223) e o imperador germânico Frederico Barbarossa (1122-1190).


"O papado teve parte secundária nessa expedição; estava em uma de suas fases de fraqueza; e a cruzada foi mais principesca, cavalheiresca e romântica de todas. As acrimônias e asperezas religiosas eram mitigadas pela galanteria cavalheiresca que por igual dominava tanto Saladino quanto Ricardo (Coração de Leão). O apaixonado do pitoresco e do romântico pode ir buscar nos romances desse período o perfume da época. A Cruzada salvou o principado de Antioquia por algum tempo, mas não conseguiu retomar Jerusalém. Os cristãos se conservaram-se, entretanto, senhores da costa Palestina". (WELLS, 1960, p. 78).


Ricardo, Coração de Leão
Frederico Barbarossa com seu exército conseguiu vencer algumas batalhas na Ásia Menor, mas enquanto estava a caminho de Jerusalém, o mesmo tinha a pretensão de chegar antes dos outros reis e libertar a cidade, mas em 1190 acabou morrendo afogado enquanto atravessava um rio na Cilicia (hoje compreende o território da Turquia). Em 1191 Ricardo e Filipe conseguiram depois de várias tentativas frustradas conquistar a cidade de Acre, mas desentedimentos entre os dois reis, somados a problemas de saúde e problemas na França, levaram Filipe a abandonar a cruzada e retornar para o seu reino. Devido a uma doença que contraíra, Filipe ficou cego de um dos olhos. Assim, Ricardo fora o único que restara e continuou a combater os exércitos de Saladino, até que após vários embates e derrotas para ambos os lados, mas principalmente para os cruzados, em 1192, Ricardo assinou uma trégua com Saladino, o mesmo aceitou e a cruzada fora encerrada. Na trégua, Saladino permitiu que os cristãos tivessem acesso aos locais sagrados em Jerusalém e outros locais da Terra Santa e que mantivessem alguns de seus domínios na região. Ricardo continuou a tentar realizar outras conquistas pela costa do Mediterrâneo e em alguma de suas ilhas, mas acabou morrendo em uma batalha no sul da França em 1199 enquanto retornava para a Inglaterra.


A Quarta Cruzada viria a ser travada dez anos depois, durando de 1202 a 1204, sob a prerrogativa inicial de conquistar o Egito e de lá partir-se para retomar Jerusalém e a Terra Santa, mas acabou mudando de objetivo, e em 1204, Constantinopla fora conquistada e o Império Bizantino quase chegou ao seu fim. Esta fora a última grande vitória dos cruzados. A Quinta (1217-1221), Sexta (1228-1229), Sétima (1248-1250) e Oitava (1270-1272) cruzadas foram decepcionantes e totais fiascos.


Assassin's Creed II (1476-1499)


Dando continuidade a sua missão, Desmond no final do primeiro jogo descobriu alguns segredos a respeito da Abstergo Industries, da Maçã do Éden, do Clã dos Assassinos, da missão dos Templários, entre outros. Agora nesta continuação Desmond Miles, estará sendo perseguido pela Abstergo por ter descoberto muita coisa, assim ele será ajudado por Lucy Stillman (a operadora do Animus), Rebecca Crane e Shaun Hastings.


Continuando sua missão a procura da localização dos Pedaços do Éden, Desmond acaba sabendo que a Maçã do Éden estaria escondida em algum lugar na Itália, levada por um descendente de Altaïr. Assim, Desmond volta a viver as memórias de um antepassado da Itália renascentista, Ezio Auditore de Florença (em italiano, Ezio Auditore da Firenze).


Retrato de Ezio Auditore de Florença, século XV.


Diferente de Altaïr o qual já era um mestre assassino, Ezio era apenas um adolescente de 17 anos, o qual arranjava confusão nas ruas e era filho de uma rica e influente família florentina. Nessa época, Ezio era um estudante e um nobre, era filho do banqueiro Giovanni Auditore (1436-1476) e Maria Auditore, era o segundo filho de quatro irmãos, sendo o mais velho Federico (1456-1476) e o mais novo Petruccio (1463-1476). Além deles, ele possuía uma irmã, três anos mais nova, chamada Claudia.


A história de Assassin's Creed II se inicia na Florença renascentista do ano de 1476, e ao longo do jogo Ezio se tornará um assassino, seguindo os passos de seu pai, ele ficará sabendo acerca da missão de seu antepassado Altaïr, e partirá para descobrir a localização dos Pedaços do Éden, e vingar a morte de seu pai e de seus irmãos, executados após uma traição. Ezio passará os anos seguintes tentando descobrir quem foram os traidores e logo se verá em meio a uma conspiração muito maior.


O jogo se desenvolve ao longo de 1476 a 1499, passando pela República Florentina (Reppublica Fiorentina), a Sereníssima República de Veneza (Serenissima Republica de Venezia), a Toscana, a estrada pelos montes alpinos, Forlí na Romagna, a Vila Auditore em Monteriggioni, na Toscana, residência de seu tio Mario Auditore e na cidade eterna de Roma.


Comuna de Monteriggioni, Toscana, Itália.


O jogo também trará muitos aspectos tanto da arquitetura da renascença como das obras de arte, além de algumas curiosidades históricas sobre estes lugares, sobre os monumentos e as personagens históricas retratadas, sendo algumas destas, Leonardo da Vinci (no jogo, amigo de Ezio e de sua família), Nicolau Maquiavel, Caterina Sforza, Lourenço de Médici, Rodrigo Borgia, Jerônimo Savonarola entre outros.


Contexto histórico:


Entre 1476 e 1499 muita coisa aconteceu pela Itália, então falar dos acontecimentos que ocorreram entre este período implicaria em um extenso texto, porém farei aqui um apanhado geral com base no jogo. Nessa época, a Itália vivenciava o Renascimento, logo artistas de toda a parte da península (a Itália não era um país, mas sim um conjunto de cidades-Estados) viajavam para os centros artísticos e culturais a fim de estudarem artes e "ciências". Nesse caso as cidades como Florença, Veneza, Milão, Siena e Roma, eram um destes centros. Esse fora o caso de Leonardo da Vinci (1452-1519), saído da pequena cidade de Vinci, fora estudar arte em Florença com o mestre Andrea del Verrocchio. No jogo, Leonardo já possui seu próprio ateliê e trabalha tanto como pintor e inventor, de fato sua utilidade para Ezio se dará mais por conta de sua inteligência e curiosidade por equipamentos e máquinas.


Em contra partida, para quem não possuía vocação para as artes, poderia se tornar comerciante, banqueiro ou politico, já que o comércio floresceu muito neste tempo, logo cidades como Florença, Veneza e Gênova era importantes centros comerciais, políticos e culturais. Tal fato era bem visível em Florença, onde a Família Médici, uma família de ricos banqueiros controlava a cidade, e o próprio Lourenço de Médici (1449-1492) por muitos anos fora o chefe da cidade.


Lourenço de Médici, o Magnífico
Não obstante, em meio a este contexto artístico e comercial, a Itália vivenciava guerras internas, onde as cidades-estados lutavam para conquistar as outras, e não tardou para que invasores estrangeiros viessem a cobiçar a península, logo no final do século XV e pelo XVI, os franceses, espanhóis e germanos travariam várias batalhas pela península, e até mesmo a própria Igreja estaria no meio destes conflitos, para assegurar a proteção dos Estados Papais e ampliar seus domínios. Tais embates ficam um pouco mais claros no jogo Assassin's Creed Brotherhood.


Caterina Sforza
No caso destes conflitos, Nicolau Maquiavel (1469-1527) passou a atuar no final do século e no século seguinte como diplomata e embaixador tanto da República Florentina, como também trabalhou para outros senhores, inclusive para a própria Igreja. No caso do jogo, Maquiavel participa ao lado de Ezio nos conflitos ocorridos em Forlí na Romagna, então na época era controlado pelo conde de Imola, Girolamo Riario (1443-1488), marido de Caterina Sforza (1462-1509). Riario em 1484 invadiu juntamente com a esposa o Castelo de Santo Ângelo em Roma, a fim de garantir que o próximo papa a ser eleito já que o então papa Sisto IV havia falecido, fosse da família Sforza. Porém a tentativa fracassou. Em 1488, Riario fora assassinado por uma conspiração tramada pela Família Orsi, baseado neste contexto histórico, o jogo traz a batalha em Forli onde Caterina tenta resgatar os filhos e se manter no poder, como Condessa de Imola e Forlí e vingar a morte do marido.


Além destes problemas políticos, outros como a Conspiração dos Pazzi (1478), conspirações em Veneza envolvendo a Família Barbarigo, pelo poder. Alguns membros da família foram eleitos doge, titulo dado ao chefe da república de Veneza. Além disso, a tentativa de golpe de Estado em Florença pelo monge Jerônimo Savonarola, o qual governou a cidade-Estado de 1494 a 1498, são alguns dos fatos históricos utilizados como plano de fundo para o enredo do jogo.


Agostino Barbarigo, Doge de Veneza de 1486 a 1501. Assumiu após a morte de seu irmão Marco, o qual tomou o poder de Veneza subornando as elites da cidade


Assassin's Creed: Brotherhood (1499-1507)


Dando continuação a missão de Ezio, em Assassin's Creed: Brotherhood, Ezio partirá para o coração da Itália, Roma. Lá ele irá confrontar o papa Alexandre VI (Rodrigo Borgia), de fato, ele confrontou Rodrigo ainda no segundo jogo, mas aqui ele retoma o embate. Mas, dessa vez Rodrigo contará não apenas com o titulo de papa, mas com o apoio de seus filhos, César Borgia (1475-1507) e Lucrécia Borgia (1480-1519). Além destes, outras personagens históricas também aparecem no jogo e apoiam os Bórgia. Além de lutar contra o papa o qual escondeu a Maçã do Éden, Ezio tentará por um fim nos planos de César o qual pretende conquistar a Itália com a ajuda dos franceses, assim Ezio Auditore, contará com a ajuda de sua família, de Maquiavel, Leonardo, de Caterina e de outras personagens ficcionais do segundo jogo, juntos eles formaram a Irmandade dos Assassinos em Roma. Além dos assassinos e dos nomes citados, Ezio também conta com a ajuda de mercenários, cortesãs (prostitutas), ladrões e milicianos, algo também visto no segundo jogo da série.


Ezio Auditore (centro) e a Irmandade dos Assassinos
Basicamente o jogo se desenrola em Roma, porém ele também se desenrola na Vila Auditore em Monteriggione, e em algumas missões e lembranças, Ezio viaja para Florença, Veneza, Nápoles, Nera, Navarra, etc.


Contexto histórico:


Papa Alexandre VI
Em 1492 o espanhol Rodrigo Bórgia (1431-1503) havia sido eleito papa, assumindo como o papa Alexandre VI. A Família Bórgia, já havia eleito um papa anteriormente, Afonso Bórgia (1378-1458) fora o papa Calisto III (1455-1458). Assim, o cardeal Rodrigo dispunha deste seu legado, e a forte influência que sua família havia conquistado na Itália especialmente em Roma. Mesmo sendo um homem da Igreja, Rodrigo havia se casado, tivera algumas amantes e quatro filhos, sendo que sua filha, Lucrécia Bórgia (1480-1519) era adotada. O fato de um papa possuir esposa e filhos não era novidade na época, embora os dogmas da Igreja defendessem o voto de celibato a todos os religiosos. O pontificado de Alexandre VI fora marcado por alguns escândalos, dentre os quais o fato de que o papa se valeu de seu titulo a fim de conseguir altos cargos para vários membros de sua família, inclusive seu filho César (Cesare em italiano) se tornou cardeal ainda muito jovem. Além de ser acusado de nepotismo ele também fora acusado de corrupção e outras acusações. Posteriormente ao lado do filho César passou a cooperar e dá apoio ao filho em suas campanhas de conquista na Itália, César abandonou o cargo de cardeal e se dedicou ao exército e a politica, era tido como um homem inescrupuloso, ambicioso e violento. Leonardo da Vinci e Nicolau Maquiavel chegaram a trabalhar por alguns meses para César.


Lucrécia Bórgia
Se por um lado César comandava suas próprias ações e ambições, ao ponto de se unir aos franceses e depois aos espanhóis para conseguir o que queria, Lucrécia, por muito tempo fora manipulada pelo seu pai, ela chegou a se casar três vezes, sendo que dois casamentos foram por interesses políticos, propostos pelo seu pai. Embora tenha possuído três maridos, Lucrécia tivera casos com vários amantes, era tida como uma mulher esnobe, impetuosa e arrogante. Alguns historiadores da época suscitaram que ela teria um caso com César. De qualquer forma, Lucrécia acabou morrendo em 1519 após o parto de seu oitavo filho.


Os Bórgia tiveram uma profunda participação e importância para a história italiana de 1492 a 1507, período este que Maquiavel agia como diplomata tentando evitar novos conflitos para Florença, e ao mesmo tempo recrutando homens para o exército florentino e tomando importantes decisões para a guerra. Leonardo da Vinci até então era protegido dos Sforza em Milão, mas quando o ducado fora invadido e conquistado pelos franceses, Leonardo passou a viver em outras cidades, até retornar para Florença. As Guerras Itálicas assim como se chamou este período que durou vários anos, fora marcado por constantes batalhas, invasões, traições, conspirações, assassinatos. Maquiavel escreveu muitos de seus livros tendo como base este cenário, o próprio Príncipe é uma resposta as ações destes líderes.


Assassin's Creed: Revelations


Dando continuidade a jornada de Ezio Auditore, o mesmo já com seus 52 anos embarca para o Oriente em 1511, em busca de respostas sobre seu antepassado Altaïr e outras perguntas surgidas ao longo dos dois jogos anteriores. Assim a jornada de Ezio o levará a cidade de Constantinopla (atualmente Istambul), outrora capital do Império Bizantino, agora capital do Império Turco-otomano. Neste jogo, Desmond Miles não apenas viverá as memórias de Ezio, mas também voltará a viver as memórias de Altaïr, logo a história se passará em duas linhas temporais, uma na época de Altaïr e outra na de Ezio.


Ezio Auditore com os seus 52 anos, diante de um dos vilões do novo jogo


O jogo Assassin's Creed Revelations já está a venda.


A série Assassin's Creed


Jogos principais:
  • Assassin's Creed (2007) - PS3, Xbox 360, PC, celular
  • Assassin's Creed II (2009) - PS3, Xbox 360, PC, Iphone OS
  • Assassin's Creed: Brotherhood (2010) - PS3, Xbox 360, PC
  • Assassin's Creed: Revelations (2011) - PS3, Xbox 360, PC
Jogos derivados:
  • Assassin's Creed: Altaïr's Chronicles (2008) - Nintendo DS, Iphone
  • Assassin's Creed: Bloodlines (2009) - PSP
  • Assassin's Creed II: Discovery (2009) - Nintendo DS, Iphone OS
Histórias em quadrinhos (comic books):
  • Assassin's Creed: Graphic Novel (2007) - edição especial de colecionador
  • Assassin's Creed: Desmond (2009) - original em francês
  • Assassin's Creed: Aquilus (2009) - original em francês
  • Assassin's Creed: The Fall (2010) - três volumes (original em inglês)
Livros:
  • Assassin's Creed: Renaissance (2009) - foca a história de Ezio
  • Assassin's Creed: The Secret Crusade (2010) - foca a história de Altaïr
Filmografias:
  • Assassin's Creed: Lineage (2009) - filme curta-metragem
  • Assassin's Creed: Ascendance (2010) - animação
  • Assassin's Creed: Embers (2011) - animação


NOTA: Algumas das personagens que morrem nos jogos não necessariamente foram mortas da forma como mostrada ou morreram de fato naquela data.
NOTA 2: O papa Alexandre VI fora o responsável por assinar a bula Inter Coetera, a qual oficializou o Tratado de Tordesilhas (1494) onde Portugal e Espanha dividiram a posse das terras descobertas por Cristóvão Colombo dois anos antes.
NOTA 3: Em Assassin's Creed II e Brotherhood existem os enigmas chamados Object 16. Nesses fragmentos de memória, o jogador tem que decifrar códigos e e outros desafios, que incluem números, símbolos, pinturas, fotografias e imagens de fatos, de personagens históricas, de obras de arte, etc. A decifração de tais enigmas leva a respostas acerca da Verdade (The Truth).
NOTA 4: Nas histórias em quadrinhos, Desmond possui outros dois antepassados, o galo-romano Aquilus, o qual viveu na Gália (França) sob o domínio do Império Romano, durante o século III. E o russo Nikolai Orlov, o qual viveu no Império Russo em fins do século XIX e idos do século XX.
NOTA 5: Os nomes Altaïr, Ezio, Aquilus e Orlov, são variações da palavra "águia" nestas distintas línguas: árabe, italiano, latim e russo.
NOTA 6: A cidade de Florença fora fundada em 50 a.C por Júlio César, no lugar de um antigo vilarejo etrusco. Na época a cidade era chamada de Fiorentia. Atualmente em italiano o nome da cidade e Firenze.

Referências Bibliográficas:
BOWDEN, Oliver. Assassin's Creed: Renascença. Tradução de Ana Carolina Mesquita, 4a ed, Rio de Janeiro, Galera Record, 2011.
WELLS, H. G. História Universal, vol. 3. São Paulo, Companhia Editora Nacional, 1966. (Capitulo XXXI: A cristandade e as cruzadas).
MAQUIAVEL, Nicolau. O Príncipe. Tradução de Antonino Caruccio-Caporale, Porto Alegre, L&PM, 2009. pp. 156-172.
Grande Enciclopédia Larousse Cultural, v. 7, São Paulo, Nova Cultural, 1998.

Referências Digitais:
UBISOFT, Assassin's Creed, 2007.
UBISOFT, Assassin's Creed II, 2009
UBISOFT, Assassin's Creed: Brotherhood, 2010

LINKS:
http://www.youtube.com/watch?v=lUwwxRuPkg8 abertura de Assassin's Creed
http://www.youtube.com/watch?v=mVWhWsgHzKM Assassin's Creed II trailer
http://www.youtube.com/watch?v=_f6pg7rgNHc&feature=fvwrel Brotherhood trailer
http://www.youtube.com/watch?v=4K39UWxdm0U Revelations trailer
http://www.ambrosia.com.br/2009/11/18/assassins-creed-lineage-legendado/
http://www.youtube.com/watch?v=zv3G59XQRRs Ascendance (em inglês)
http://www.youtube.com/watch?v=daoQVeCqayg Embers (legendado)

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O Legado dos Dragões, e-book gratuito

A Mutuus está lançando O Legado dos Dragões do autor Leonardo Schabbach (@leoschabbach), e está disponibilizando o e-book gratuito . 
Leonardo Schabbach é autor também do livro O Código dos Cavaleiros, lançado recentemente pela Mutuus.
Download do e-book gratuito? Clique AQUI. 
Compre "O Código dos Cavaleiros" (frete grátis e autógrafo do autor) AQUI 
Leia os três capítulos de O Código dos Cavaleiros, também disponíveis para download  AQUI
 Fonte: www.falandodelivros.com

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

PROMOÇÃO!!!

Não perca está promoção do blog psychobooks e da Agir Editora!!!

Clique na imagem e saiba como participar de mais uma ótima PROMO e ainda leia a resenha do livro, boa sorte a todos!!!






sábado, 6 de agosto de 2011

HQ A Game of Thrones já tem editora no Brasil

Por: http://tudoemlivros.blogspot.com

 

HQ A Game of Thrones já tem editora no Brasil

Como cogitado logo após o anúncio do preview, a Editora Leya lançará no Brasil a HQ que adapta o primeiro volume da série Crônicas de Gelo e Fogo. Ainda não existe previsão para o lançamento no Brasil, sendo que a publicação tem início em setembro nos EUA. Os três primeiros livros da série (o terceiro com lançamento para este mês e em pré-venda) ocupam as pontas nas  vendas das principais livrarias do Brasil.


Em ‘A Guerra dos Tronos’, o primeiro livro da série ‘As Crônicas de Gelo e Fogo’, George R. R. Martin traz uma história de lordes e damas, soldados e mercenários, assassinos e bastardos, que se juntam em um tempo de presságios malignos. Cada um esforçando-se para ganhar este conflito mortal – a guerra dos tronos. Mistérios, intrigas, romances e aventuras ilustram as páginas deste livro.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Resposta do Anonymous para a OTAN

Na sexta-feira, 10, mesmo dia em que a polícia espanhola afirmou que ter desarticulado a cúpula do grupo após uma série de prisões, o Anonymous respondeu à OTAN com uma carta aberta:



“Em uma recente publicação, vocês destacaram o Anonymous como ameaça ao ‘governo e ao povo’. Vocês também alegaram que sigilo é ‘um mal necessário’ e que transparência nem sempre é o caminho certo a seguir.
O Anonymous gostaria de lembrá-los que o governo e o povo são, ao contrário do que dizem os supostos fundamentos da ‘democracia’, entidades distintas com objetivos e desejos conflitantes, às vezes. A posição do Anonymous é a de que, quando há um conflito de interesses entre o governo e as pessoas, é a vontade do povo que deve prevalecer.  A única ameaça que a transparência oferece aos governos é a ameaça da capacidade de os governos agirem de uma forma que as pessoas discordariam, sem ter que arcar com as consequências democráticas e a responsabilização por tal comportamento.
Seu próprio relatório cita um perfeito exemplo disso, o ataque do Anonymous à HBGary (empresa de tecnologia ligada ao governo norte-americano). Se a HBGary estava agindo em nome da segurança ou do ganho militar é irrelevante – suas ações foram ilegais e moralmente repreensíveis. O Anonymous não aceita que o governo e/ou  os militares tenham o direito de estar acima da lei e de usar o falso clichê da ‘segurança nacional’ para justificar atividades ilegais e enganosas. Se o governo deve quebrar as leis, ele deve também estar disposto a aceitar as consequências democráticas disso nas urnas. Nós não aceitamos o atual status quo em que um governo pode contar uma história para o povo e outra em particular. Desonestidade e sigilo comprometem completamente o conceito de auto governo. Como as pessoas podem julgar em quem votar se elas não estiverem completamente conscientes de quais políticas os políticos estão realmente seguindo?
Quando um governo é eleito, ele se diz ‘representante’ da nação que governa. Isso significa, essencialmente, que as ações de um governo não são as ações das pessoas do governo, mas que são ações tomadas em nome de cada cidadão daquele país. É inaceitável uma situação em que as pessoas estão, em muitos casos, totalmente não cientes do que está sendo dito e feito em seu nome – por trás de portas fechadas.
Anonymous e Wikileaks são entidades distintas. As ações do Anonymous não tiveram ajuda nem foram requisitadas pelo WikiLeaks. No entanto, Anonymous e WikiLeaks compartilham um atributo comum: eles não são uma ameaça a organização alguma – a menos que tal organização esteja fazendo alguma coisa errada e tentando fugir dela.
Nós não desejamos ameaçar o jeito de viver de ninguém. Nós não desejamos ditar nada a ninguém. Nós não desejamos aterrorizar qualquer nação.
Nós apenas queremos tirar o poder investido e dá-lo de volta ao povo – que, em uma democracia, nunca deveria ter perdido isso, em primeiro lugar.
O governo faz a lei. Isso não dá a eles o direito de violá-las. Se o governo não estava fazendo nada clandestinamente ou ilegal, não haveria nada ‘embaraçoso’ sobre as revelações do WikiLeaks, nem deveria haver um escândalo vindo da HBGary. Os escândalos resultantes não foram um resultado das revelações do Anonymous ou  do WikiLeaks, eles foram um resultado do conteúdo dessas revelações. E a responsabilidade pelo conteúdo deve recair somente na porta dos políticos que, como qualquer entidade corrupta, ingenuinamente acreditam que estão acima da lei e que não seriam pegos.
Muitos comentários do governo e das empresas estão sendo dedicados a “como eles podem evitar tais vazamentos no futuro”. Tais recomendações vão desde melhorar a segurança, até baixar os níveis de autorização de acesso a informações; desde de penas mais duras para os denunciantes, até a censura à imprensa.
Nossa mensagem é simples: não mintam para o povo e vocês não terão que se preocupar sobre suas mentiras serem expostas. Não façam acordos corruptos que vocês não terão que se preocupar sobre sua corrupção sendo desnudada. Não violem as regras e vocês não terão que se preocupar com os apuros que enfrentarão por causa disso.
Não tentem consertar suas duas caras escondendo uma delas. Em vez disso, tentem ter só um rosto – um honesto, aberto e democrático.
Vocês sabem que vocês não nos temem porque somos uma ameaça para a sociedade. Vocês nos temem porque nós somos uma ameaça à hierarquia estabelecida. O Anonymous vem provando nos últimos que uma hierarquia não é necessária para se atingir o progresso – talvez o que vocês realmente temam em nós seja a percepção de sua própria irrelevância em uma era em que a dependência em vocês foi superada. Seu verdadeiro terror não está em um coletivo de ativistas, mas no fato de que vocês e tudo aquilo que vocês defendem, pelas mudanças e pelo avanço da tecnologia, são, agora, necessidades excedentes.
Finalmente, não cometam o erro de desafiar o Anonymous. Não cometam o erro de acreditar que vocês podem cortar a cabeça de uma cobra decapitada. Se você corta uma cabeça da Hidra, dez outras cabeças irão crescer em seu lugar. Se você cortar um Anon, dez outros irão se juntar a nós  por pura raiva de vocês atropelarem que se coloca contra vocês.
Sua única chance de enfrentar o movimento que une todos nós é aceitá-lo. Esse não é mais o seu mundo. É nosso mundo – o mundo do povo.
Somos o Anonymous.
Somos uma legião.
Não perdoamos.
Não esquecemos.
Esperem por nós…”
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